Oportunismo Puro: Grupo de Pitágoras se veste de Lula na eleição de 2026 em Candeias

 

O GOLPE CERTEIRO DO OPORTUNISMO: COMO O GRUPO DE PITÁGORAS USOU LULA PARA SE MANTER VIVO EM CANDEIAS

Em plena eleição de 2026, Candeias assistiu a mais um capítulo do manual do oportunismo político assinado pelo grupo do ex-prefeito Dr. Pitágoras.

Mesmo sendo historicamente ligado a partidos de direita, hoje abrigado no Progressistas, o grupo adotou uma estratégia ousada e contraditória: vestir a camisa vermelha e colar sua imagem à do presidente Lula.

A tática foi escancarada. Todos os cargos de confiança ligados ao grupo passaram a usar em suas redes sociais, em residência, automóvel, status de WhatsApp e material de campanha a mesma arte: a foto do presidente Lula ao lado de Pitágoras, como se fossem aliados históricos.

O objetivo era claro: confundir o eleitor candeense e passar a mensagem de que Pitágoras é, de fato, Lula em Candeias.

A estratégia buscou apagar da memória do eleitor que o grupo sempre esteve no palanque oposto ao PT, apoiando projetos conservadores na Bahia e no Brasil.

Nas ruas, a comunidade foi bombardeada com essa narrativa. Enquanto o discurso oficial do partido era de direita, a propaganda paralela era toda de esquerda.

O resultado das urnas para os cargos majoritários provou que Candeias continua sendo uma cidade de esquerda e lulista por convicção.

Para presidente, Lula (PT) esmagou com 37.343 votos, o equivalente a 77,73% dos votos válidos no município.

Para governador, Jerônimo Rodrigues (PT) também venceu com folga, somando 27.405 votos, ou 59,29% da preferência do eleitorado.

Do outro lado, o candidato apoiado abertamente pelo grupo Pitágoras, ACM Neto (União Brasil), amargou apenas 18.621 votos, com 40,29%, sendo derrotado com larga diferença.

O fracasso do grupo se repetiu na disputa pelo Senado, onde os aliados de Pitágoras não tiveram expressão alguma.

Os dois senadores eleitos com apoio de Lula venceram em Candeias: Rui Costa (PT) com 28.426 votos e Jaques Wagner (PT) com 27.212 votos.

Os números deixam evidente que a tentativa de transferir votos para o campo da direita falhou completamente nos cargos majoritários.

Porém, é na disputa para deputado estadual que mora a contradição mais curiosa e reveladora desta eleição em Candeias.

Dr. Pitágoras (Progressistas), candidato de direita que se fantasiou de lulista, obteve 20.148 votos dentro da cidade.

Já a candidata protagonista do PT local, Marivalda do PT, que sempre esteve no palanque de Lula, ficou muito abaixo, com apenas 8.140 votos.

Fica provado, com números oficiais, que os votos de Lula, Jerônimo, Rui e Wagner não migraram para a candidata do PT em Candeias.

Isso escancara dois problemas graves: o oportunismo certeiro de Pitágoras e a falta de alinhamento e objetivo do PT local.

O PT de Candeias, infelizmente, recebeu uma votação histórica para presidente, governador e senadores, mas não conseguiu transformar esse capital político em voto para sua própria candidata a deputada estadual.

Enquanto o PT local se dividia e não apresentava uma estratégia unificada, o grupo de Pitágoras foi cirúrgico.

Eles entenderam que o eleitor de Candeias não votaria em um candidato de direita assumido, então sequestraram a imagem de Lula para se viabilizar.

Cada cargo de confiança, cada liderança de bairro ligada ao ex-prefeito, virou um outdoor ambulante de Lula com Pitágoras, numa operação coordenada de marketing enganoso.

O eleitor mais desatento, que vota em Lula por amor e gratidão, acabou sendo induzido a votar em Pitágoras para estadual, achando que estava ajudando o projeto do presidente.

Foi um golpe certeiro. Não no sentido criminal, mas no sentido político da malandragem e do oportunismo puro.

Pitágoras não conseguiu eleger ACM Neto, não conseguiu fazer senadores da direita, porque nesses cargos a foto de Lula não colava. Mas para deputado estadual, onde o contato é mais direto, a estratégia funcionou.

Candeias deu um recado duplo nas urnas: reafirmou ser uma cidade de esquerda, que ama Lula, mas também mostrou que precisa urgentemente repensar a organização do seu campo progressista para não ser novamente usado como massa de manobra do oportunismo.


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