O PLANO DA EXTREMA-DIREITA: O QUE FLÁVIO BOLSONARO REPRESENTA PARA O BRASIL
O primeiro alvo da extrema-direita brasileira de Flávio Bolsonaro é a Caixa Econômica Federal. Um banco que está em cada canto do país, em todos os estados e nos médios e grandes municípios, que financia a casa própria do trabalhador e o Bolsa Família, será entregue ao mercado.
Privatizar a Caixa é tirar do povo pobre a única porta de acesso a crédito barato e transformá-la em mais um banco de luxo para milionários. É o fim do sonho da casa própria.
O segundo passo, herdado diretamente do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, é a privatização da Petrobras. A maior empresa do Brasil não será mais do povo brasileiro, pertencerá a uma multinacional americana.
Quando a Petrobras for privatizada, o preço da gasolina, do diesel e do gás de cozinha será decidido em dólar, em Washington. O caminhoneiro, o motoboy e a dona de casa de Candeias pagarão a conta.
No plano de Flávio Bolsonaro, o salário mínimo ficará sem reajuste real. É uma política cruel que terá um impacto negativo direto e imediato para 40 milhões de aposentados brasileiros que dependem dele para sobreviver.
Sem aumento real, o aposentado vai escolher entre comprar remédio ou comprar comida. É o projeto de fome para quem já trabalhou a vida toda.
As BETS, que hoje são minimamente fiscalizadas, voltarão a operar normalmente, mas de forma ainda mais intensa e aumentarão seu alcance. Cada celular de cada jovem será um cassino aberto 24 horas.
É a destruição planejada das famílias endividadas para alimentar o lucro de empresários do jogo, com propaganda em todo jogo de futebol e em toda rede social.
O fim da escala 6x1, que hoje é uma bandeira dos trabalhadores, será deturpado. No governo da extrema-direita, ela não vai deixar de ser 6x1 para virar 5x2. Ela passará a ser por hora, sem limites.
Sem limite de jornada, ELIMINANDO FÉRIAS E DÉCIMO TERCEIRO. O trabalhador brasileiro voltará a ser um escravo moderno, sem direito a descansar e sem o Natal garantido para seus filhos.
O maior ataque será contra o SUS, o maior sistema de saúde do mundo. A privatização do SUS já está no papel com a velha proposta de Paulo Guedes sobre VOUCHERS.
O voucher terá o objetivo de ter menos serviço do SUS e empurrar o povo para buscar serviço no setor privado. Quem não tiver dinheiro para pagar plano de saúde vai morrer na fila.
Na educação, o plano é ainda mais perverso. Os professores serão substituídos em fases por empresas e sistemas de IA. A implantação da privatização da educação já está sendo testada em alguns estados.
Seu filho não será mais educado por uma professora, será educado por uma INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL. Sem afeto, sem história, sem pensamento crítico. Apenas um algoritmo programado por uma empresa.
No governo Flávio Bolsonaro, para agradar o setor milionário do AGRO, vários novos agrotóxicos proibidos no mundo serão liberados. O veneno vai para o prato do brasileiro.
As terras da União, que são do povo, serão vendidas a preço de banana para grandes grileiros. É o mesmo que aconteceu em São Paulo, onde terras públicas viraram fazendas de bilionários.
E as redes sociais? Em nome de uma falsa liberdade de expressão, podem e perderão todos os filtros e restrições para adolescentes e crianças. O ECA DIGITAL será rasgado.
Nossas crianças e adolescentes ficarão expostas a pedofilia, violência extrema e desafios mortais sem nenhuma proteção do Estado, tudo para agradar as Big Techs americanas.
Há um plano para que o FEMINICÍDIO deixe de ser uma categoria de crime e passe a ser tratado como homicídio comum, sem qualquer atenção especial.
É dizer para o Brasil que matar mulher por ser mulher não é um crime mais grave. É um retrocesso de 20 anos na luta das mulheres brasileiras.
A licença-maternidade de 4 meses, que já é curta, será colocada na mesa para ser reduzida. Querem obrigar a mãe a voltar ao trabalho com o bebê recém-nascido no colo.
As terras indígenas, que são guardiãs da floresta, serão abertas para mineração e extração de madeiras. É a porteira aberta para a destruição da Amazônia.
Povos isolados, que nunca tiveram contato com o homem branco, correm o risco de serem contatados e extintos por doenças e por tratores. É um genocídio anunciado.
A parceria do governo Flávio Bolsonaro é clara: entregar terras raras, petróleo e terras agricultáveis para servir aos interesses americanos e dos Estados Unidos, semelhante ao que tentam fazer com a Venezuela.
O Brasil deixará de ser soberano e virará um quintal dos EUA. Nossas riquezas estratégicas para o futuro vão embora por uma ninharia.
Para defender o mercado americano, os carros e motos chineses, que hoje são mais baratos para o trabalhador, passarão a custar muito mais caros. O brasileiro pagará mais caro para proteger o emprego do americano.
As áreas preservadas do litoral brasileiro, as nossas praias, serão vendidas para grandes empreendimentos imobiliários de luxo. O pescador e o caiçara de Candeias não poderão mais ver o mar.
O presidiário banqueiro preso no caso do Banco Master será solto e ninguém ligado ao caso Master sofrerá qualquer punição da lei. É o que está sendo articulado.
Flávio Bolsonaro é investigado por inquérito no STF aberto pelo ministro André Mendonça por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão no caso dos repasses de Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o filme Dark Horse, e também por uso de jato ligado ao banqueiro. O grande objetivo é garantir que ninguém do esquema seja punido.
Ninguém do STF vai ser impeachado porque vai ter um acordão e esse acordão já está em curso. O objetivo é deixar o STF refém, calado e sem poder investigar os poderosos.
Se o plano se concretizar, o Brasil vai caminhar para deixar de ser um Estado laico e católico e vai virar um Estado evangélico fundamentalista. Teremos uma crise e conflitos religiosos sem precedentes.
Teremos figuras evangélicas extremistas ditando o que pode ser ensinado na escola, o que a mulher pode fazer com seu corpo e quem pode ter direitos no país.
E o objetivo final e mais descarado de tudo isso é a liberdade de Jair Bolsonaro. Todo esse plano de entrega do Brasil, de fim de direitos e de venda do patrimônio público tem um único propósito: livrar o ex-presidente da prisão por tentativa de golpe de Estado e devolver o poder à sua família.
