Pitágoras Cadê o Precatório educação de Candeias


Ex-prefeito Pitágoras, cadê o precatório da educação de Candeias?

Esse dinheiro tem dono, tem nome e tem história: são os funcionários da educação de Candeias, professores, merendeiras, porteiros, auxiliares e agentes que carregaram essa cidade nas costas por décadas.

Não dá mais para se mostrar de bom moço diante da sociedade, posando para foto e discurso bonito, enquanto nos bastidores o que se vê é o sofrimento de famílias inteiras.

O que esse grupo chama de gestão eficiente, o servidor sente na pele como um ataque à integridade, à esperança e à dignidade da pessoa humana.

São inúmeros os relatos de funcionários efetivos estatutários com crise de ansiedade, insônia e depressão, porque criaram a justa e humana perspectiva de melhorar de vida com um direito que é seu.

Afinal, o que é precatório da educação? É subsídio que o Governo Federal repassou para todos os municípios do Brasil para corrigir as perdas salariais históricas dos trabalhadores da educação do FUNDEF/FUNDEB.

Não é favor, não é presente de prefeito, não é bondade. É direito conquistado, é correção de uma injustiça, é lei.

Que legado o ex-prefeito Pitágoras deixou de fato para Candeias? Um legado de abuso de poder, de perseguição a quem pensa diferente e de tratar direito do trabalhador como se fosse moeda de troca política.

E agora quer ser deputado? Sem nunca ter apresentado um projeto de lei como vereador em Candeias e relevante para a Bahia, sem nunca ter defendido Candeias em Brasília ou na Assembleia?

Fica escancarado que a candidatura a deputado é um projeto pessoal, um projeto de sobrevivência política, não é um projeto para Candeias, não é um projeto para a educação.

É muita falta de respeito com o funcionário público efetivo, concursado, que estudou, passou no concurso, ficou na pandemia, segurou a escola aberta e nunca abandonou o povo.

Deixar o servidor sem reajuste salarial de 2025 e 2026, ignorando a inflação e a data-base, é arrocho, é crueldade administrativa, é dizer que quem trabalha não vale nada.

E o seu sucessor, o prefeito Eriton Ramos, segue a mesma cartilha, finge que não vê, ignora o aumento, empurra com a barriga e deixa o servidor à míngua.

Que tipo de grupo político é esse tão desrespeitoso com a pessoa humana? Que tipo de gestão governa contra quem educa seus filhos?

Que ideologia amarga é essa da direita de Candeias que só enxerga planilha, corte e lucro, e esquece gente, esquece professor, esquece família?

É a direita que fala de Deus, Pátria e Família no palanque, mas destrói a família do servidor quando nega o precatório, quando atrasa salário, quando humilha quem está na sala de aula.

Candeias não aguenta mais essa política do medo, do cala a boca, do pão e circo, enquanto o povo chora nos bastidores.

Cadê os vereadores eleitos? Omissos, calados, subservientes, que não fiscalizam, não cobram o precatório, não defendem o reajuste e não se importam com essa situação degradante.

O Legislativo que deveria ser a voz do povo virou um cartório de luxo para carimbar os interesses do Executivo e do grupo político da vez.

E o resultado desse pacto de omissão está nas ruas: Candeias sem saúde, com postos sem médico, sem remédio, com gente morrendo na fila da regulação.

Candeias sem educação valorizada, com escolas caindo aos pedaços, com professor desmotivado porque sabe que seu precatório está sendo sequestrado politicamente.

Candeias com o trânsito numa bagunça completa, sem planejamento, sem sinalização, sem educação no trânsito, sem respeito ao pedestre e ao motorista.

Candeias com buracos no pleno centro da cidade, um cenário de guerra e abandono, crateras abertas como símbolo da incompetência administrativa.

Vamos falar de números para o povo entender: Candeias arrecada milhões por mês, meio BILHÃO por ano, quase 500 milhões de reais por ano em royalties e impostos.

Para onde vai esse dinheiro todo? Por que não vai para o reajuste do servidor? Por que não vai para o precatório da educação? Por que não vai para tapar o buraco da porta da casa do povo?

Essa é a direita que se vende como boa gestora, mas que na prática é especialista em esconder dinheiro do povo e mostrar obra de maquiagem que não dura três meses.

O precatório da educação não pode ser usado para pagar asfalto de péssima qualidade, nem para bancar festa de palco milionário, tem que ir para quem é de direito: o professor.

O servidor de Candeias não quer esmola, não quer favor, quer respeito, quer o que é seu por lei, quer dignidade para criar seus filhos sem ansiedade e sem depressão.

Candeias precisa dar um basta nessa ideologia amarga, autoritária e desumana da direita, que governa para poucos, abandona a maioria e ainda quer voltar como se nada tivesse acontecido.

Em 2026 a resposta virá das urnas: precatório é do professor, reajuste é direito, e Candeias não será mais quintal de projeto pessoal de ex-prefeito nenhum.

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