Trabalhadores da educação pedem valorização urgente

 


Arrecadação cresce, mas servidores dizem que salário não acompanha

Até agora não existe confirmação oficial de que a Prefeitura de Candeias enviou para a Câmara Municipal um novo projeto de lei para atualizar o piso salarial dos PROFESSORES etrabalhadores da educação para 2026. Essa falta de informação aumenta a preocupação da categoria, que há anos espera uma valorização mais justa.

Hoje a realidade de muitos trabalhadores da educação municipal é dura. O salário base pago pela prefeitura gira em torno de R$ 1.639,44, valor considerado muito baixo diante do custo de vida atual e das responsabilidades desses profissionais.

Esse valor atinge diversos cargos da educação, como auxiliares de serviços gerais, secretárias escolares, auxiliares administrativos, agentes de portaria, cozinheiras e até vice-gestores escolares, que desempenham funções importantes dentro das escolas.

Muitos desses trabalhadores dedicam anos de suas vidas ao serviço público e mesmo assim continuam recebendo salários que mal acompanham a inflação. A sensação de desvalorização é grande entre os servidores.

Outro ponto que revolta a categoria é a falta de benefícios. Muitos trabalhadores da educação municipal afirmam que não possuem plano de saúde, incentivos ou outras formas de valorização profissional.

Além dos salários baixos, os servidores também sofreram perdas na carreira por causa do congelamento do tempo de serviço que aconteceu durante a pandemia.

Esse congelamento ocorreu entre maio de 2020 e dezembro de 2021, quando foi aplicada a Lei Complementar 173 de 2020, que suspendeu a contagem de tempo para progressões e vantagens dos servidores públicos em todo o país.

Em Candeias, essa medida aconteceu durante a gestão do então prefeito Pitágoras, o que acabou impactando diretamente a evolução salarial de muitos trabalhadores da educação.

Durante esse período, servidores deixaram de contar tempo para benefícios como anuênios, quinquênios e outras vantagens que fazem parte da carreira pública.

Recentemente surgiu uma nova esperança para esses trabalhadores. Foram aprovadas leis que autorizam o descongelamento do tempo de serviço que ficou parado durante a pandemia.

Entre essas normas está a Lei Complementar nº 226 de 2026, conhecida como Lei do Descongela, sancionada em janeiro de 2026.

Essa lei permite que o tempo de serviço entre 28 de maio de 2020 e 31 de dezembro de 2021 volte a ser contado e também abre caminho para pagamento retroativo de benefícios como quinquênios, anuênios e licenças-prêmio.

Agora os trabalhadores da educação de Candeias esperam que o atual prefeito regulamente e cumpra essa legislação, garantindo que os direitos que ficaram congelados finalmente sejam reconhecidos.

Para muitos servidores, a situação atual é considerada vergonhosa diante da arrecadação milionária do município. A expectativa é que a prefeitura valorize quem mantém as escolas funcionando todos os dias e reconheça que investir na educação também significa respeitar e dignificar seus trabalhadores.




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